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Cerca de 70% das amputações do sistema de saúde são de partes do corpo de pessoas portadoras de diabetes e um dos principais problemas enfrentados é o do pé diabético. Pequenas lesões evoluídas pela falta de cuidados geraram somente no ano passado 17 mil amputações de coxas e pernas, em um custo anual de R$ 18,2 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). A situação é dramática e, por isso, escolheu-se o pé diabético como tema do Dia Mundial de Combate ao Diabetes (14 de novembro). A data foi marcada, no Brasil, pelo Congresso Brasileiro de Diabetes.
Durante o evento, um grupo de trabalho do ministério começou a traçar as diretrizes nacionais para prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação das lesões do pé diabético. O ministério já executa ações preventivas como o Pratique Saúde, que estimula hábitos saudáveis de vida e distribui gratuitamente medicamentos na rede do SUS. Estima-se que 11% da população brasileira de 40 anos ou mais seja portadora de diabetes. Em 1996, a prevalência da doença era de 120 milhões de pessoas no mundo e a previsão é que atinja 250 milhões em 2025, devido ao envelhecimento crescente, à obesidade, ao estilo de vida sedentário e às modificações nos padrões diabéticos.
As úlceras começam com cortes superficiais e deformidades no pé, muitas vezes relacionados à perda de sensibilidade do portador da doença. Associada à perda da capacidade de cicatrização, a ferida evolui até que seja necessária a amputação. A prevenção com acompanhamento rígido e educação dos pacientes e dos profissionais de saúde pode prevenir até 85% dos casos de amputação. A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é uma redução de 50% das taxas de amputação.